sábado, 26 de novembro de 2011

Pior ataque do returno, Cruzeiro tenta superar fragilidade ofensiva para vencer Ceará


O Cruzeiro só marcou 40 gols no Campeonato Brasileiro. A marca é a mesma do Bahia e só supera o Atlético-PR, que marcou quatro gols a menos. No segundo turno, o desempenho é sofrível: os jogadores celestes balançaram as redes apenas 14 vezes, pior desempenho entre os 20 clubes da competição. Com esses números ruins, o Cruzeiro precisará de seu sistema ofensivo para vencer o Ceará, neste domingo, às 19h, no estádio Presidente Vargas, e se tranquilizar em relação ao rebaixamento à Série B.

PIORES ATAQUES DO BRASILEIRÃO

CLUBESRETURNO/GOLSTOTAL DE GOLS
Atlético-PR1636
Cruzeiro1440
Bahia1940
Palmeiras1642
Atlético-GO2143


Nos 17 jogos disputados pelo returno do Brasileiro, até o momento, o Cruzeiro passou em branco em oito deles, ou seja, em 47% do total. Em outras seis partidas, a equipe mineira balançou as redes apenas uma vez, o que significa que somente em três é que conseguiu marcar, na atual fase da competição, dois ou mais gols.
Isso aconteceu na derrota para o Figueirense, por 4 a 2, no empate em 3 a 3 com o São Paulo e na vitória sobre o Atlético-GO, por 3 a 2. Todos esses jogos foram realizados com mando de campo do Cruzeiro. A situação do time de Montillo, ainda seu artilheiro na competição, com 12 gols, é bem pior como visitante, condição em que enfrentará o Ceará, neste domingo.
Longe de seus domínios, o Cruzeiro marcou apenas três dos seus 14 gols no returno, passando em branco cinco vezes. O baixo rendimento ofensivo explica o fato de o time celeste ainda não ter conseguido vencer fora de casa no returno do Campeonato Brasileiro.
O argentino Montillo vive um jejum de 12 jogos sem fazer gols, já que não atuou contra Internacional e Avaí, por estar contundido. Ele voltou a jogar no empate com o Atlético-PR e também passou em branco. O último dos 12 gols do meia celeste foi marcado na derrota para o Fluminense, por 2 a 1, no Parque do Sabiá, em Uberlândia.
Cruzeiro e Ceará farão um confronto direto, neste domingo, em Fortaleza, contra o rebaixamento, pois ocupam a 16ª e 17ª colocações no Brasileiro, respectivamente, as primeiras fora e dentro da chamada zona de degola, com 39 e 38 pontos.
O técnico Vágner Mancini, que comandou o Cruzeiro em 10 jogos, com nove gols marcados, admite estar incomodado com os números da equipe, especialmente os ofensivos. “Embora eu não estivesse aqui desde o início, cheguei para disputar 25% do campeonato, ou um pouco mais, mas me incomodam os números do time”, ressaltou.
“É óbvio, e eu sempre montei equipes que fossem muito mais ofensivas do que defensivas, e de repente eu chego num time com uma dificuldade enorme de fazer gol. Mas o momento também acaba, de uma forma generalizada, contribuindo para que a confiança dos atletas e dos atacantes também caia”, analisou.
Por reconhecer a dificuldade do momento, Vágner Mancini diz que não pretende vencer por goleada. “Então, neste momento, eu não quero ganhar os jogos de quatro ou cinco a zero. Nós temos que ganhar os jogos. Então, essa dificuldade de fazer gol tem que ser levada para campo com muito empenho, para que a gente alcance a vitória, nem que seja por 1 a 0. A gente tem que atingir o nosso objetivo. Não estou muito focado nesses números, embora esses números me incomodem”, observou.
Vágner Mancini não antecipa a escalação do Cruzeiro para enfrentar o Ceará, mas não deverá manter o esquema com três atacantes utilizado diante do Atlético-PR. Em Fortaleza, ele deve escalar Wellington Paulista, que tem lugar garantido, ao lado de Anselmo Ramon.
“Todos eles hoje estão no mesmo nível, ninguém está acima de ninguém: Anselmo Ramon, Farías, Wellington (Paulista), Ortigoza, Bobô. Pelos treinos da semana eu vou sentir quem se encaixa melhor para enfrentar uma zaga que é muito técnica, a do Ceará, mas que não é tão veloz”, observou o treinador, referindo-se aos cinco atacantes que levou a Fortaleza.

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