quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cruzeiro busca reforços para setor ofensivo, mas deve manter 5 atacantes do elenco de 2011


O Cruzeiro busca dois jogadores de velocidade para o seu ataque, em tentativa de tornar mais eficiente um setor que funcionou pouco este ano. Apesar disso, cinco atacantes que defenderam a equipe em 2011 deverão continuar no elenco celeste na próxima temporada.
Além de Wallyson, Anselmo Ramon, Wellington Paulista, Farías e Bobô seguirão no elenco celeste, pelo menos, até o momento. Até agora, o paraguaio Ortigoza é o único atacante já liberado pela diretoria cruzeirense.Wallyson, que jogou somente até agosto deste ano, quando se contundiu e teve de ser operado, é a grande aposta da diretoria. A expectativa é que o jogador apresente em 2012 o bom futebol que o levou a ser artilheiro da Libertadores.
O ex-santista Keirrison, que também teria o mesmo destino, contundiu-se e teve o contrato ampliado por mais seis meses, período previsto para sua recuperação. Um jogador emprestado não pode ser devolvido lesionado ao clube detentor dos direitos econômicos, no caso o Barcelona.
“Estamos trabalhando muito, tentando buscar um ou dois atacantes que possam chegar e nos ajudar ano que vem”, comentou o diretor de futebol Dimas Fonseca. Os dois primeiros nomes na lista celeste são Osvaldo e Marcos Aurélio, que defenderam Ceará e Coritiba, respectivamente, no último Brasileiro.
No caso de Osvaldo, o Cruzeiro aguarda viagem do empresário do jogador, Gilmar Veloz, aos Emirados Árabes Unidos, para tentar a liberação junto ao Al Ahly. O time celeste fez proposta oficial para comprar 100% dos direitos econômicos do atleta, mas enfrenta concorrência grande. “Tem seis clubes interessados, mas o Gilmar Veloz se comprometeu a nos dar prioridade”, observou o dirigente, em entrevista ao SBT/Alterosa.
Em relação a Marcos Aurélio, Dimas Fonseca viajará a Curitiba, na próxima semana, para tentar fechar a contratação do atacante, que pode ser o primeiro reforço para a parte ofensiva do time celeste. “Já conversamos com o seu procurador, com o Coritiba, tanto com o presidente quanto o Ximenes (Felipe, superintendente), que está nos ajudando”, observou Dimas Fonseca, em entrevista ao SBT/Alterosa.
Fragilidade ofensiva
Criticado durante o Campeonato Brasileiro deste ano, o ataque do Cruzeiro teve o pior rendimento das últimas seis edições da principal competição do país, desde que ela passou a ter 20 participantes fixos.
A perda de jogadores importantes, como Thiago Ribeiro, que se transferiu para o Cagliari, e a contusão de Wallyson, e a chegada de outros que não corresponderam à expectativa ajudam a explicar o desempenho negativo do setor. Nesse caso, surgem nomes como os de Keirrison e Bobô.
Com 48 gols marcados em 38 rodadas (média de quase 1,3 por jogo), o ataque celeste foi apenas o 14º entre os mais positivos. O pior rendimento até então havia sido em 2006, quando o Brasileirão passou a ter em definitivo 20 participantes. Naquele ano, o time celeste balançou as redes 52 vezes e foi o nono melhor da competição.

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