A torcida de Belo Horizonte está ansiosa para assistir a um jogo de futebol na capital. Desde a metade de 2010, os torcedores de América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro têm que viajar a Sete Lagoas para acompanhar o time do coração. Mas essa agonia está próxima de ter um fim. Em pouco mais de um mês, Belo Horizonte voltará a ter um estádio. O Raimundo Sampaio, mais conhecido como Independência, será reinaugurado no mês de março.
No entanto, embora todos estejam encantados com a magnitude das obras, o torcedor mineiro poderá se decepcionar. No último lance de cadeiras do estádio, seis mil assentos têm problemas de visibilidade, por causa do ângulo de inclinação e da colocação dos guarda-corpos. Também no segundo nível, o primeiro lance de arquibancada – ainda não foram instaladas as cadeiras – também apresenta o mesmo problema.
Nesta terça-feira, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) fez uma inspeção no estádio, e o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, recebeu a imprensa para uma visita ao estádio. Ele explicou a situação das cadeiras superiores, local em que a imprensa não teve acesso.
- Esse ângulo de 40 graus é uma inclinação normal, que, pela dimensão do terreno e pelos 25 mil assentos desmontáveis, é normal. O CREA apontou que, em um estádio de 25 mil assentos, talvez algum ponto dentro de seis mil lugares tenha a visibilidade um pouco prejudicada. Nossa prioridade absoluta é a segurança do torcedor.
Na verdade, em todo o terceiro nível do estádio, o torcedor que estiver sentado terá dificuldades para enxergar o gramado inteiro. Apesar disso, de acordo com Sérgio Barroso, os assentos serão mantidos da forma como estão.
- Vamos, no momento, manter a situação como está, porque é uma arquibancada totalmente segura. São somente seis mil assentos que têm essa condição. Os guarda-corpos se referem a seis mil assentos onde foi privilegiada a segurança.
O presidente do CREA, Jóbson Andrade, explicou o problema de visão do campo.
- Ao atender as normas de segurança, foram instaladas grades específicas, que, quando o torcedor se assenta para assistir à partida de futebol, há uma sobreposição de telas. Isso acaba por dificultar a imagem do campo para o torcedor que está sentado.
Atrasos
Inicialmente, a data prevista para a reinauguração do Independência era o fim de fevereiro. Com as fortes chuvas que atingiram Belo Horizonte nos últimos dois meses, as obras atrasaram duas semanas.
- Como estamos terminando os vestiários, que serão cobertos por uma lona, a obra teve que ser parada por um período. Tivemos um atraso de 13, 14 dias, que temos tentado recuperar. A obra vai ser entregue no fim do mês de fevereiro, para a inauguração do estádio em março. Antes, tínhamos falado da inauguração no dia 29 de fevereiro. Então, temos um atraso de duas semanas, afirmou Sérgio Barroso.
Em fase final de reforma, o Independência já está com a cara nova. Mas faltam alguns detalhes para o estádio ficar pronto. A parte mais atrasada é a dos vestiários. Segundo Sérgio Barroso, tudo ficará pronto somente em março.
- Já temos 16 mil cadeiras colocadas, das 25 mil. Falta finalizar os vestiários e colocar a lona. Vai ficar muito bonito. Faltam também os acabamentos dos elevadores, dos banheiros e dos bares.
Mobilidade no entorno
Uma preocupação para a reinauguração é a respeito da mobilidade no entorno do Independência. O estádio fica em uma área residencial, bastante habitada e com ruas estreitas. Sérgio Barroso afirmou que a prefeitura ainda realizará obras nas proximidades.
- O prefeito já aprovou, através de um plano básico, um projeto de reorganização na região do Independência, com mudança de mão, questão de semáforos, calçadas, estação de metrô. O projeto já está aprovado e, nos próximos dias, começará a obra no entorno do estádio.
Visão do primeiro lance de arquibancadas do segundo nível (Foto: Ana Paula Moreira / Globoesporte.com)
Vestiários, parte mais atrasada da obra do Independência (Foto: Ana Paula Moreira / Globoesporte.com)
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